segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aquedutos na História do Brasil


A condução de água desde a fonte até os lugares em que são utilizadas tem sido uma das constantes necessidades na história dos núcleos populacionais. Esse tipo de transporte já foi feito de várias formas. Quando as condições do terreno o permitiam, abriam-se canais e regos, mas para beneficiar vales e desníveis profundos era necessário recorrer ao aqueduto, construção com estrutura bem peculiar, que se manteve até épocas relativamente recentes.

Um aqueduto é um canal artificial que, destinado à condução de água, pode ser subterrâneo ou a céu aberto. Apesar de seu caráter evidentemente funcional, ligado ao abastecimento de água, os aquedutos da antiguidade, construídos pelos gregos e especialmente pelos romanos, passaram a constituir um exemplo básico da arquitetura e sua forma de construção clássica.

A água fluí das cisternas por tubos tanto para casas particulares quanto para pontos de distribuição públicos. As fontes serviam para fins decorativos e funcionais. Desde então, as pessoas podiam levar seus baldes até a fonte para coletar água. As cisternas garantiam a altura necessária para elevar a pressão na água e irrigar a fonte. De acordo com a engenharia moderna, 30,5 cm de altura geram 200 gramas de pressão d´água por polegada quadrada (psi), assim a cisterna não precisa estar em um lugar muito alto para gerar pressão suficiente e dar um aspecto razoável à fonte.

Desde a mais remota antiguidade se tem notícia de edificações destinadas à condução de águas, suportadas por estruturas de pilastras ou de arcos. É o caso do aqueduto de Senaqueribe, construído pelos assírios por volta do século VII a.C., que abastecia a cidade de Nínive. As obras de condução de água que alcançaram maiores dimensões e importância arquitetônica foram as realizadas pelos romanos. A capital do império dispunha de um sistema de canalizações de que faziam parte até 11 aquedutos, que permitiam o transporte de água a distâncias superiores a noventa quilômetros. Também na França, na Espanha, no norte da África e na Anatólia os romanos mostraram sua habilidade na construção desse tipo de edificação: cabe citar, por exemplo, o aqueduto sobre o Gard, nas proximidades da cidade francesa de Nímes, o de Segóvia, na Espanha, e o de Éfeso, na Turquia, todos até hoje em excelentes condições de conservação.

Na história do Brasil, foram raros os exemplares de aquedutos. No Rio de Janeiro ergueu-se, entre 1744 e 1750, o aqueduto dos Arcos, que trazia água de Santa Teresa para o morro de Santo Antônio.


No município de Catas Altas, ainda existem ruínas daquele que foi o mais expressivo aqueduto construído nas Minas Gerais Colonial: o Aqueduto Quebra-Ossos. Construído por escravos, partia do sopé da Serra do Caraça e, originalmente, estendendia-se por quase 40 km. O Quebra-Ossos foi concluído no início do da última década do séc. XVIII e foi utilizado para conduzir grande quantidade de água para a lavagem do minério aurífero.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Universidade Federal de Juiz de Fora aparece em 95º lugar das melhores Universidades da América Latina

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apareceu em 95º lugar no ranking QS de Universidades latino-americanas. No topo da lista está a Universidade de São Paulo (USP).

Este é o primeiro ranking que reúne apenas as universidades latino-americanas elaborado pela QS, uma organização internacional de pesquisa educacional que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Segundo os autores do estudo, por conta do "aumento do investimento público em educação", o Brasil emplacou 65 universidades entre as 200 primeiras da lista. As universidades brasileiras adquiriram oito dos dez primeiros lugares em produtividade de pesquisa e tiveram a maior proporção de acadêmicos com doutorado.

Nesta primeira edição do ranking regional, o QS se baseou em critérios específicos da América Latina. O ranking utiliza sete indicadores distintos: reputação acadêmica (30%), reputação de empregabilidade (20%), estudantes da faculdade (10%), profissionais com doutorado (10%), artigos publicados (10%), citações por artigo (10%) e impacto na internet (10%).

Os pesquisadores, no entanto, se questionam se o Brasil poderá chegar a ser a próxima superpotência universitária.

No mais recente ranking QS das melhores universidades do mundo 2011, liderado pela primeira vez pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a USP só alcançou o 169º lugar, sendo a única instituição de ensino latino-americana entre as 200 melhores do mundo.